May 24, 2018

Vamos para o restaurante?

Crianças em restaurantes é um assunto que rende, então pega o chá {ou a breja} e senta que lá vem história! Fui almoçar com meus filhos e minha mãe em um restaurante hoje e fiquei pensando sobre isto. Acredito que eles podem e devem frequentar os restaurantes, desde que em refeições mais rápidas e horários de acordo. Sem esperas, sem sono, sem refeições extremamente longas com muitos passos e pratos. A partir de uma certa idade, eles conseguem sentar, esperar e comer sozinhos e curtem a experiência toda.

E meu pensamento vai além: como vão aprender a esperar, respeitar a mesa ao lado e “a se comportar” se só ficarem em casa? Como vão entender as possibilidades de experimentar um ingrediente nunca visto e lidar com a frustração de pedirem um prato que, no final, não agradou? Ou, sendo uma experiência positiva, descobrirem algo delicioso, feito de forma diferente, com aromas e sabores antes desconhecidos?

Já que minhoca pouca por aqui é bobagem e vou pensando em todas as vertentes que o assunto rende, saiu uma conversa com uma amiga que acabou de ler sobre a diferença entre alimentação das crianças da geração dos nossos pais e das nossas crianças. Ela me contou que Sérgio Cortella, no livro “Família, Urgências e Turbulências”, fala como a opção às vezes não é dada na medida certa, e que há certos aspectos de autoridade dos pais que deixaram de existir. Antes filhos comiam o que havia a mesa, sentavam nos lugares definidos pelos pais. Hoje, a liberdade sofre abusos e temos cada vez mais crianças com mimos em exagero. Então como acertar entre a autoridade materna e paterna necessária e o aprendizado da liberdade de escolher entre feijão ou lentilha?

Dá trabalho? Ô se dá. No almoço, eu comi mais rápido, enquanto minha mãe ajudava a Lala (que tem 3 anos) a se aventurar com o hashi. Eles puderam escolher cada um o seu prato, mas com interferências e adições minhas. Enquanto minha mãe comia, fui eu ficar em pé entre os dois pra ajudar aqui, catar uns restos ali, apartar um desentendimento. Teve comida que não agradou e ela pediu para cuspir. Saia justa? Mas a gente dá um jeito. Teve também o encantador sorriso de ter comido algo que gostou pela primeira vez.

O saldo é que eles comeram soba (macarrão de sarraceno), pedacinhos cortados bem pequenos de peixe cru, gohan, legumes com molho oriental e missoshiro. Por mais que a gente varie o cardápio em casa e se esforce para cozinhar pratos diferentes, não temos acesso a tantos ingredientes simultaneamente. E é uma delícia descobrir e desvendar esses sabores tão gostoso, não é?

May 11, 2018

Aulas de culinária

Quase um ano. Bastante, né?
Mas acontece. A gente pausa, respira, vive, some, desenterra, volta, surge.

Nesse tempão todo, tanta coisa aconteceu! Mas a mais recente foi um projeto muito legal que fiz. Eu amo cozinhar, adoro estar dentro de uma cozinha, os prazos, a correria, o planejamento. Fico horas ali, feliz, apesar das pernas cansadas. A combinação dos ingredientes, os sabores, é mágico!

Tem outra coisa que também me move, que é ver alguém aprender algo de diferente na cozinha. Ver a cara de uma pessoa que sai do "Eu não consigo isso de jeito nenhum" para o "Olha! Deu certo!". É saber que alguém vai pensar um pouco mais nas suas compras de mercado, que vai criar um carinho sobre o que vai comer hoje e no que quer cozinhar para o outro.



E foi isso que aconteceu! No último feriado, dei aulas para 120 jovens que saíram de lá pensando em alguma coisinha a mais em relação à comida. O foco era em receitas saudáveis, em ingredientes orgânicos e uma vida equilibrada. E eu adorei. Fizemos crepes e risotos. Teve crepe que caiu no chão, teve massa que espirrou para todos os lados. No final, teve o prazer de comer algo que foi feito por cada um deles!


Jun 18, 2017

Bolo de morango com fubá

Adorei a ideia do upside-down cake, em que você coloca algo ali no fundo da forma e, quando vira, fica todo bonitão. É um jeito de dar um tchans no bolo, que ganha uma cobertura, sem sujar muita louça nem ter aquele trabalho extra. Fui procurar mais umas receitas e achei no [The Kitchn] um bolo lindo, que tinha uma cara linda junina: morangos e fubá!

Os morangos orgânicos chegaram nesta semana, e eu tinha todos os outros ingredientes em casa. Como sempre falo nas receitas, se você for usar uma forma desenformável ou de fundo falso, coloque uma outra assadeira embaixo, porque a gente nunca sabe direito o que pode pingar. Pode ser aquele caldo da torta de frango, o caramelo do bolo... Não arrisque!

Os morangos ficaram um tempinho mergulhados em açúcar com amido de milho. Essa mistureba pingou, inchou e queimou ali no forno, na assadeira debaixo. Ainda bem que o cheiro não pegou no bolo e que eu não fiquei horas limpando o meu forno depois.

E então vamos à receita do bolo!

1¼ xícara de açúcar
2 colheres (sopa) de amido de milho
500g de morangos lavados, secos e cortados
2 ovos
6 colheres (sopa) de manteiga derretida e morna (aprox. 90g)  
½ xícara de leite integral
1 colher (chá) de baunilha  
½ colher (chá) de sal
1 xícara de farinha de trigo
½ xícara de fubá
1 colher (sopa) de fermento em pó
papel manteiga e óleo para untar

Pré-aqueça o forno a 180ºC. Corte um pedaço de papel manteiga e prenda no fundo da assadeira de fundo removível. Se ela não for anti-aderente, unte as laterais com óleo.

Em um recipiente, misture ½ xícara de açúcar com o amido de milho e acrescente os morangos. Misture levemente para que todos fiquem bem cobertos pelo açúcar.

Em outro recipiente, misture os ovos, manteiga derretida, leite, baunilha e sal. Bata bem com um fouet e adicione os ¾ de xícara de açúcar que sobraram. Por último, misture delicadamente a farinha de trigo, fubá e fermento.

Espalhe os morangos por cima do papel manteiga na assadeira e coloque a massa por cima dos morangos, espalhando com uma espátula para que fique uma massa uniformemente distribuída, mas sem amassar muito.

Asse por aproximadamente 30 minutos, com uma assadeira por baixo, em outro andar do forno. Os bolos geralmente assam bem no meio do forno, então a segunda assadeira pode estar perto da chama. Ele estará pronto quando a massa ficar dourada por cima e um palito saia limpo quando espetado. Deixe esfriar por pelo menos 15 minutos para desenformar. O papel manteiga estará meio grudado, mas ele sai facilmente.

May 10, 2017

Bolo de nectarina

Um monte de nectarinas azedas chegaram em casa. Eram daquelas de torcer o nariz, puxar as bochechas para dentro! Não dava para jogar fora, mas também não queria só simplesmente transformar tudo numa geléia e pronto.

Fui procurar uma receita e achei, no site da [Martha Stewart], um bolo de nectarinas. Adaptei alguns ingredientes tanto aos que temos no Brasil quanto aos que tinha em casa e deu super certo!

Recentemente, resolvi abolir o padrão "Lista de Ingredientes seguido por Modo de Preparo" e comecei a escrever as receitas para as amigas num formato mais simples, como se elas estivessem tomando um chá comigo na cozinha. 

Foi assim que enviei esta mesma receita a uma amiga, que já testou e aprovou.

Vamos lá!

Primeiro, pré-aqueça o forno a 180 °C.

Coloque 4 colheres de sopa de manteiga na assadeira e leve para derreter na boca do fogão. Eu usei uma assadeira redonda de 23cm com furo no meio, mas poderia ser menor também.

Aí, joga por cima da manteiga derretida ½ xícara de açúcar mascavo e 4 xícaras de nectarinas picadas por cima. Eu só tinha 3 nectarinas, foi o que usei e deu certo. Não precisa misturar nada.

Para a massa do bolo, bata bem com um fouet:
2 ovos
1 colher de chá de essência de baunilha
¾ de xícara de açúcar
¾ xícara de óleo
½ colher de chá sal
½ xícara de iogurte natural

Acrescente misturando com espátula:
1+½ xícara de farinha de trigo
1 colher de sopa de fermento em pó

Por fim, jogue a massa por cima das nectarinas. Asse por 40-45min ou até o palito espetado sair limpo. Qdo ficar morno (e der pra segurar a assadeira) pode desenformar!

Nov 14, 2015

Bolo de abóbora com chocolate

Há tempos não testava um bolinho novo. Mas com toda a empolgação do Halloween, vi uma receita de cookies com abóbora, daqueles americanos bem fofinhos, que me inspirou. Tinha uns pedaços de cabochá cozidos aqui na geladeira, o Dani adora comer com um salzinho e azeite nas refeições, mas acho que a receita ficaria boa com outro tipo de abóbora também.

Como sempre, tento fazer minhas receitas usando o mínimo de potes possíveis e também sem batedeira ou liquidificador: detesto lavá-lo, acho que sempre fica um sujinho eca embaixo das lâminas, vou lá limpar e corto o dedo.

A receita é assim:

1 xícara de açúcar mascavo
½ xícara de óleo
1 ovo
1 xícara de abóbora cozida e amassada
1/4 de xícara de água
1+½ xícara de farinha de trigo
1 colher de sopa de fermento em pó
1 colher de chá de canela em pó
½ colher de chá de sal
1 xícara de chocolate picado (ou gotas)

Coloque o açúcar, óleo e ovo em um recipiente e misture bem. Adicione a abóbora e a água, e misture um pouco mais. Para esta etapa, eu sempre uso um fouet, mas você pode usar um garfo grande.

Com a ajuda de uma espátula, incorpore os secos: farinha de trigo, fermento, canela e sal. Por último, misture o chocolate. A receita original pedia chocolate em gotas, mas não tinha aqui em casa, então peguei uma barra e cortei com a faca em pedaços pequenos.

 Leve para assar em forno pré-aquecido a 180 ºC até que um palito saia limpo quando espetado. A minha receita rendeu 16 bolinhos em forma de cupcake e assou por 25 minutos.